Pedro Dionísio, nasceu a 29 de Dezembro de 1978 na Freguesia de S. Pedro em Torres Novas. Só aos 12 anos surgiu o desejo de aprender a tocar viola, tendo para isso contribuído o facto de ter observado alguns amigos de família a tocar em convívios familiares. Começou por frequentar aulas de guitarra clássica no Orfeão do Entroncamento durante um ano e meio, período após o qual decidiu desistir por não se identificar com os conteúdos programáticos visto que não iam ao encontro dos seus objectivos na época. Apesar disso, e durante um período de dois anos, a aprendizagem continuou através de um processo de troca de experiências e conhecimentos com outros amigos igualmente principiantes, bem como, através da audição e execução de temas de bandas como Guns’n Roses, Nirvana, Metallica, Pearl jam no panorama internacional e Xutos & Pontapés, Rui Veloso, Resistência, Sitiados, Delfins, Santos & Pecadores e Despe & Siga no panorama nacional. Após este período, Pedro Dionísio voltou a frequentar aulas de guitarra, desta vez na “Associação Filarmónica do Entroncamento” com o professor e músico Fernando Espanhol. No decorrer dessas aulas Pedro em conjunto com outros dois alunos - Miguel Matrena e Gonçalo Lopes - formou o primeiro projecto musical colectivo. Neste projecto cada elemento tocava guitarra acústica de cordas de nylon ficando a voz a cargo de Gonçalo Lopes. Inicialmente o repertório passava exclusivamente pelos covers do projecto Resistência que na altura estava a ser amplamente divulgado pelos media. Por esta altura, todos os elementos estudavam na Escola Secundária do Entroncamento sendo as actuações em saraus e festas da escola frequentes, mas também em bares do Entroncamento, como o Holiday Bar - onde realizaram a estreia do projecto - Excalibur Bar, Ana Bar, esplanada do Bar “Jardim da Aranha” e diversas festas de colectividades. Mais tarde entraram para esse projecto, Filipa (guitarra acústica) e Ricardo Oliveira (“back vocals”, baixo e teclados). Em 1996 o projecto de guitarras acústicas, que nunca chegou a ter nome, termina devido ao ingresso de Gonçalo Lopes e Pedro Dionísio no Ensino Superior, sendo que este último vai estudar para Coimbra tirar a Licenciatura em Ciências do Desporto e Educação Física na FCDEF – UC. Durante esse ano Pedro Dionísio conheceu João Dourado (bateria), Nélson Teixeira (guitarra eléctrica ritmo) e Gonçalo Dias (baixo), tendo estes elementos formado uma banda que actuava com regularidade no Ruths Bar do Entroncamento, ficando a voz e guitarra eléctrica a cargo de Pedro Dionísio. Em 1997 Pedro Dionísio, Ricardo Oliveira e Filipe Santos ganham o Festival da Canção do Entroncamento. Esta foi uma época rica em novos projecto, embora fugazes, tendo sido disso exemplo o caso do Projecto “James Band” composto por bateria (Miguel Nuno), Baixo (Ricardo Oliveira), Guitarra Eléctrica (Pedro Dionísio), Trombone de Varas (Gonçalo Trindade e José Fernando), Clarinete (Rodrigo Bertelo e Miguel Narciso) e Voz (Vanda Santos). Este projecto marcava pela sua sonoridade original e pela forma como dava uma roupagem diferente a temas de sucesso e bem conhecidos pelo público na época. De seguida Pedro Dionísio faz uma breve passagem pelo projecto de originais “Wolf”, composto por Gonçalo Serras (guitarra e voz), João Dourado (bateria), Miguel Ferreira (baixo) e Pedro Dionísio (guitarra eléctrica). Em 1998, Pedro Dionísio é convidado por Gonçalo Sousa, vocalista dos Youth Candles, para integrar este projecto reencontrando assim João Dourado, Nélson Teixeira e Gonçalo Dias. Nessa época a banda tocava covers e originais reflectindo influências grunge na sua sonoridade dominada pelas distorções de ambas as guitarras eléctricas – Nelson Teixeira (guitarra ritmo) e Pedro Dionísio (guitarra solo). Após alguns meses a banda decide colocar de lado as guitarras eléctricas e apostar na sonoridade acústica. Influências de Days of The New, Nirvana, Alice’n Chains, Pearl Jam entre outras trazem novos temas e sonoridades à banda que os desenvolve e aperfeiçoa ao longo do ano de 1999. Também neste ano, Pedro Dionísio junta-se a Ricardo Oliveira afim de iniciar um projecto de música ao vivo em bares da região. Este projecto tem no entanto curta duração, já que, em Outubro de 1999, Pedro vai estudar 3 meses para Londres ao abrigo do programa Erasmus e aí escreve e compõe uma música que mais tarde viria a ser uma das músicas emblemáticas dos Youth Candles – “Seventeen”. Em Dezembro de 1999 a banda começa a traçar alguns objectivos mais ambiciosos. Já com os 5 elementos (Gonçalo Sousa –voz; Pedro Dionísio -voz e guitarra solo; Nelson - guitarra ritmo; Nuno Tomé - Baixo e João Dourado – Bateria) a banda decide gravar uma maqueta, enviada em Janeiro de 2000 para o programa “Nota Máxima” da Rádio Comercial, o qual era apresentado por Ana Lammy e Carlos Malato. Foi então em Fevereiro de 2000 que o single “Stone” foi aceite, tendo passado nesse programa durante 14 semanas consecutivas, a par com bandas nacionais e internacionais conceituadas. O grupo conseguiu ocupar por 6 vezes o primeiro lugar desse top autónomo da Rádio Comercial, sendo a única banda amadora a conseguir atingir o primeiro lugar neste programa, tendo ainda conseguido mais 2 segundos lugares e uns tantos terceiros e quartos lugares. A partir daí os convites para concertos multiplicam-se, mas a banda sentindo-se ainda pouco preparada para grandes testes, preferiu manter-se mais resguardada ensaiando novos temas que possibilitassem ter um número suficiente de músicas que permitissem a gravação de um álbum a curto/médio prazo. De Janeiro a Junho de 2000 os Youth Candles tocaram em pequenas festas próximas da sua terra natal (Entroncamento). No entanto, em Maio de 2000 surge um convite, irrecusável para os Youth... concerto no “Paradise Garage” de Lisboa, abrindo “The Mission”. O concerto correu bem, apesar dos muitos “nervos” à mistura. Em Novembro de 2000, Pedro Dionísio ganha o Festival da Canção do Entroncamento com o tema “Tempo de Ouvir”. Nos meses que se seguiram, os Youth Candles continuaram a trabalhar novos temas, tendo realizado no primeiro semestre de 2001 diversas actuações em bares e festivais. Na ponta final deste semestre, o Nota Máxima (Rádio Comercial) voltou a apostar nos Youth Candles, tendo o tema “Seventeen”, sido o escolhido. O tema manteve-se em rodagem durante cinco semanas. Porém, no Verão de 2001 surgem algumas alterações na banda passando a ser constituída da seguinte forma: Gonçalo Sousa (Voz); Pedro Dionísio (voz e guitarra acústica); Miguel Ferreira (baixo - já havia entrado em Março de 2001); Carlos Lima (guitarra eléctrica); Francisco Gaspar (teclados) e Samuel Henriques (bateria). No final de 2001 os Youth Candles participaram na compilação “Bandas de Garagem 2001” promovida pela Coca-Cola. O tema escolhido foi o “Stone”. No entanto e apesar de promissor, o futuro dos Youth Candles caminhava para o fim, o que veio a suceder alguns meses depois. Os motivos foram idênticos aos de outras tantas bandas com potencial que acabam por nunca conseguir provar o que realmente valem quando uma oportunidade lhes é colocada em cima da mesa. Não obstante, Pedro Dionísio, Miguel Ferreira e Gonçalo Sousa decidem ainda intentar na reanimação dos Youth Candles, entrando Pedro Oliveira para a bateria e Ricardo Pereira para a guitarra eléctrica. As guitarras acústicas são colocadas completamente de parte dando lugar às eléctricas com distorções fortes. Rapidamente todos os elementos da banda percebem que aquele não é o caminho a seguir, pelo que decidem parar com os originais e passar a explorar os covers afim de os tocar em circuito de bares. O nome de Youth Candles é definitivamente esquecido e “Drive-In” passa a ser o nome escolhido para o projecto de covers. No final de 2003, Pedro Dionísio por motivos pessoais sai dos Drive-In e aventura-se nos bares a solo, apenas com a sua voz e uma guitarra acústica. Apesar de não utilizar qualquer tipo de arranjos sequenciados, em midi ou qualquer outro suporte de percussão, Pedro decide explorar a simplicidade e intimidade que uma voz e guitarra podem obter, nomeadamente quando o repertório é seleccionado criteriosamente para proporcionar uma participação activa do público no espectáculo. Músicas maioritariamente nacionais e bastante conhecidas do público, bem como a distribuição de cancioneiros pelo público com as letras das músicas do repertório foram factores que levaram este projecto ao sucesso em pouco tempo. Um ano após o início do Projecto contabilizavam-se 100 actuações pelos bares das mais diversas localidades da região centro: Entroncamento, Chamusca, Torres Novas, Abrantes, Vila Nova da Barquinha, Tomar, Alcanena, Sintra, Crato, Alter do Chão, Portalegre, Castelo de Vide, Arronches, etc. No final de 2004 Pedro Dionísio, após atingir a meta a que se propunha a nível pessoal decide interromper o projecto para descansar e desfrutar da companhia de família e amigos. Antes de ir de “férias”, Pedro Dionísio, a convite do CADE vai apresentar na gala deste clube alguns dos temas originais que havia desenvolvido nos meses anteriores. A banda de suporte era constituída por amigos músicos sendo estes: Carlos Lima (guitarra eléctrica); Francisco Gaspar (teclados); Rui Santos (baixo); Samuel Henriques (bateria). As vozes ficaram ao cargo de Rita Farinha e Cláudia Belacorça. Ainda antes de 2006 o projecto acústico de bares é reatado, mantendo-se activo actualmente. Nesse ano Pedro é convidado e integrado como guitarra solo na banda de suporte do Padre José Luís Borga e, em simultâneo forma um trio de covers – P.R.S., no qual empresta a voz e executa guitarra eléctrica, com Samuel Henriques na bateria e voz e Ricardo Teixeira no baixo. No final de 2006 surge ainda um outro trio de covers – Simplex, constuído por Tiago Ramos na bateria, Rui Santos no baixo e Pedro Dionísio na voz e guitarra acústica. Mais recentemente entrou ainda Miguel Carreira para executar acordeão, guitarra acústica de nylon, teclados e vozes. Apesar da participação nestes diversos projectos, Pedro Dionísio nunca perdeu de vista o desenvolvimento dos seus temas originais e a procura incessante de uma sonoridade com originalidade e identidade própria tem sido a principal preocupação ao longo deste tempo que passou. Muitos temas foram criados e colocados de parte para que conseguisse encontrar a sua esfera musical. Actualmente Pedro Dionísio prepara-se para partilhar o resultado do trabalho efectuado em casa nos últimos 3 anos. Para isso, recorre a WWW.DYONYSYO.COM onde publica e coloca ao dispor para download gratuito um tema original em cada mês de 2008, procurando assim divulgar o seu trabalho recorrendo a temas gravados na sua casa com os seus limitados recursos. Em 2008, Pedro Dionísio apresenta “Cópia Legal 2008”… António Miguel, Dezembro de 2007